Clamídia

O que é clamídia?

Clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada por uma bactéria chamada Chlamydia trachomatis. Ela pode passar de pessoa para pessoa durante as relações sexuais (vaginal e anal), quando as mucosas de alguém entram em contato com as secreções vaginais ou o esperma de uma pessoa infectada. A clamídia pode ser transmitida em relações onde não houver a penetração completa do pênis no interior da vagina ou do ânus. É menos provável, embora possível, a transmissão para a garganta durante o sexo oral. Ela também pode passar da mãe para o bebê durante o parto. Infecções por clamídia são tratáveis e curáveis com antibióticos.

 

Quantas pessoas estão infectadas por clamídia?

A clamídia é a infecção bacteriana sexualmente transmissível mais freqüente. No Brasil estudos mostram que, praticamente, 10% de adolescentes e adultos jovens do sexo feminino tem infecção por clamídia

 

Por que se preocupar com clamídia?

A Clamídia, quando não tratada, pode levar a graves problemas na saúde sexual e reprodutiva, incluindo a infertilidade. A doença inflamatória pélvica (DIP) é um resultado comum da infecção por clamídia não tratada em mulheres. Em uma DIP, as bactérias sobem da vagina para o colo do útero, útero, trompas e ovários. Obstruções e escaras podem danificar as trompas, fazendo com que as mulheres que engravidem tenham mais chances de uma "gravidez tubária". Nos homens, as infecções não tratadas podem causar prostatite (inflamação da próstata), lesões na uretra, infertilidade ou epididimite (inflamação de uma estrutura localizada na parte de trás dos testículos, onde acontece a maturação e o armazenamento dos espermatozoides). Se você é HIV positivo e tem clamídia, os tecidos genitais inflamados contêm quantidades mais altas do vírus, havendo de 8 a 10 vezes mais HIV no seu sêmen ou nas suas secreções vaginais. Se você têm clamídia e é HIV negativo, saiba que as células do seu sistema imunológico estão especialmente suscetíveis ao vírus HIV. Clamídia retal pode aumentar de dez a vinte vezes as chances de você contrair o HIV.

 

Quais são os sintomas?

Os sintomas normalmente surgem de uma a três semanas após a infecção. Muitas pessoas infectadas não tem nenhum sintoma. O problema é que até 80% das mulheres e 50% dos homens com infecção por clamídia não apresentam sintomas. As mulheres, quando tem sintomas, podem sentir dor e coceira na vagina, ter corrimento, ter sangramento vaginal ou anal, sentir dor ao urinar e/ou nas relações sexuais. Os homens podem ter corrimento ou secreção pela uretra ou no ânus, dor ou coceira na cabeça do pênis, dor ao urinar e/ou dor nos testículos.

 

Como funciona o teste de clamídia?

Em um serviço de saúde, para o diagnóstico correto da clamídia inclui contar sua história sexual (uso de preservativos, número de parceiras sexuais, etc), um exame dos sinais e sintomas que você possa ter (corrimentos, dor para urinar, dor às relações sexuais, etc). Há exames para diagnóstico de clamídia feito a partir de uma amostra das suas secreções genitais, colhidas com um cotonete. Além disso, há um teste de clamídia que pode ser feito a partir de uma amostra de urina. Quais serão os testes realizados e como serão feitos, dependerá do local onde você buscar ajuda. È recomendado que se faça o teste para gonorréia ao mesmo tempo. Nas Unidades de saúde fale com seu médico sobre as opções disponíveis para você.

 

Como a clamídia é tratada?

Antibióticos curam clamídia. É importante tomar todos os comprimidos, mesmo que você já se sinta melhor, para garantir que as bactérias sejam completamente eliminadas.

 

O que fazer se eu já tenho clamídia?

Os seus parceiros sexuais também devem ser examinados e tratados porque podem trazer a infecção de volta para você e/ou infectar outras pessoas. Você não poderá fazer sexo durante uma semana, a partir do início do tratamento com os antibióticos. Se ao fim do tratamento ainda houver sintomas, é importante voltar ao médico para um check-up. Uma vez que você esteja curado da clamídia, existe o risco de reinfecção caso seja exposto novamente às bactérias.

 

Como faço para evitar a clamídia?

Se você é sexualmente ativo, usar preservativos de forma consistente e correta durante o sexo oral, anal e vaginal é a melhor forma para ficar sexualmente saudável. O risco para a clamídia é diretamente relacionado ao número de parcerias sexuais que você tem, sem o uso de preservativos: quanto mais parceiros sexuais, mais risco. Como a clamídia pode ser transmitida mesmo que o pênis ou a língua não entrem completamente na vagina ou no reto, é importante usar preservativo do início ao fim da relação sexual. Além disso, se você tem mais de um(a) parceiro(a) sexual, exames de DST regulares, pelo menos a cada seis meses são recomendados. Clamídia e outras DST bacterianas são curáveis com o diagnóstico e o tratamento adequados.