HIV/AIDS

O que é?

HIV é a sigla utilizada para se referir ao Vírus da Imunodeficiência Humana. Esse vírus causa uma infecção que pode demorar muitos anos para provocar doença. O tempo que demora entre a infecção pelo HIV e o início da doença é em média de 5 a 8 anos, a esse tempo chamamos período de incubação. Ele se instala nas células de defesa do organismo e com o tempo começa a destruir essas células, provocando queda da resistência da pessoa que então começa a adoecer. Essa doença é a AIDS – Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida.

 

Ter HIV é a mesma coisa que ter AIDS?

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Existem pessoas que estão infectadas com o vírus e vivem anos sem apresentarem sintomas, dizemos que essas pessoas vivem com o vírus, mas não estão doentes de AIDS. É importante saber que mesmo sem apresentarem sintomas estão transmitindo o vírus, nas relações sexuais desprotegidas, compartilhando seringas e agulhas contaminadas ou da mãe para filho durante a gravidez, parto e amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

 

Quantas pessoas têm HIV/AIDS no Brasil?

Como a infecção pelo HIV pode ser assintomática, isto é, não apresentar sintomas, não se sabe ao certo quantas pessoas têm HIV no Brasil. Cálculos matemáticos estimam que existam cerca de 630.000 pessoas com HIV no nosso país.

 

Por que se preocupar com o HIV?

O HIV é a fase inicial de uma infecção que se não for cuidada pode evoluir para AIDS. Por isso, recomenda-se que as pessoas com vida sexual ativa façam o teste de HIV. O diagnóstico precoce é extremamente importante para garantir a qualidade de vida dos portadores do HIV/Aids. Há alguns anos, receber o diagnóstico de infecção pelo HIV era uma sentença de morte. Atualmente, é possível viver com o vírus e ter qualidade de vida. Mesmo as pessoas que já desenvolveram a AIDS podem viver bem e muitos anos com o tratamento adequado. Para isso, é preciso seguir as recomendações médicas e tomar os medicamentos indicados corretamente.

 

Como funcionam os exames para HIV?

O organismo leva de 15 a 90 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV, neste período o teste de HIV ainda pode ser negativo ou indeterminado, ficando positivo depois, quando aumentar a quantidade de anticorpos que está sendo produzida pelo corpo. Este período é o que chamamos de janela imunológica. Por isso, quando a pessoa se expõe a uma situação de risco, como uma relação sexual desprotegida, se orienta fazer o teste do HIV no dia, 15 dias, 30 dias e 90 dias depois da exposição ao risco.

 

Quais são os sintomas da infecção pelo HIV?

A primeira fase da infecção pelo HIV é chamada de infecção aguda. Esse período varia de 3 a 6 semanas. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre, ínguas e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida. A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático. Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos glóbulos brancos do sistema imunológico, que são as células chamadas de linfócitos T (CD4). Em adultos saudáveis, o número destas células varia entre 800 a 1.200 unidades por mm³ de sangue. Nos pacientes com HIV estes valores podem ficar abaixo de 200 unidades por mm³. Nesta fase os sintomas mais comuns são: febre, diarréias de repetição, suores noturnos, herpes de repetição, candidíase (infecção pelo fungo Cândida albicans- popularmente conhecido como “sapinho”) e emagrecimento e então surge a AIDS.

 

O que é AIDS?

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) ocorre em estágios mais avançados da infecção pelo HIV. A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a AIDS. Nesta fase o indivíduo pode desenvolver tuberculose, pneumonia, toxoplasmose, outras doenças infecciosas e alguns tipos de câncer. Desde 1980 até junho de 2013 o Brasil já registrou 686.478 casos de AIDS.

 

Como se trata o HIV/AIDS?

O acompanhamento médico da infecção pelo HIV é essencial, tanto para quem não apresenta sintomas (fase assintomática), quanto para quem já exibe algum sintoma ou sinal da doença, fase que os médicos classificam como AIDS. Nas consultas regulares, a equipe de saúde avalia a evolução clínica do paciente. Para isso, solicita os exames necessários. Quando o indivíduo começa apresentar sinais de baixa imunidade começa a tomar os remédios específicos para combater a infecção pelo HIV e a AIDS, que são chamados antirretrovirais (ARV). Algumas pessoas tomam os ARV antes de ter queda da imunidade, com a finalidade de prevenção, pois com esta medicação a quantidade de vírus que circula no corpo do indivíduo infectado diminui e assim ele tem menor chance de transmitir o HIV. Tomar as medicações conforme as indicações do médico é fundamental para ter sucesso no tratamento. Isso é ter uma boa adesão. Se você toma ARV regularmente desde a fase assintomática da infecção pelo HIV você pode evitar que a infecção chegue ao estágio de AIDS. O uso irregular dos antirretrovirais (má adesão ao tratamento) pode levar a resistência do vírus aos medicamentos, por isso, para trocar os medicamentos ou interromper seu uso a pessoa que vive com HIV deve discutir isto com o médico que faz seu acompanhamento ou com a equipe de saúde. Todos juntos devem chegar à melhor solução para cada caso.

 

Como se prevenir do HIV?

A prevenção ainda é o melhor negócio. Transe de camisinha sempre que possível, principalmente nas transas casuais.Faça o teste de tempos em tempos ao menos uma vez ao ano se tem uma vida sexual ativa. Peça para o seu(s) parceiro(s) ou parceira(s) para fazer o teste anti-HIV, trate qualquer infecção genital, cuide de sua saúde sexual. Se tiver uma relação de risco lembre-se da PEP Sexual – profilaxia pós exposição – que é o uso de ARV por um mês após o risco de adquirir o HIV. A PEP diminui suas chances de se infectar pelo HIV.

E lembre-se, a AIDS ainda não tem cura, tem controle, por isso trabalhe sempre com a idéia de prevenção, mas se o seu teste der positivo em algum momento, procure um serviço de saúde o mais rápido possível. Para saber o serviço especializado mais próximo de você ligue para 0800 16 25 50 de segunda a sexta-feira das 08 às 18h.