Prevenção além da camisinha

Existem diversas formas de se prevenir da infecção pelo HIV. 

O emprego de estratégias combinadas fortalece a prevenção da transmissão do HIV e das Hepatites B e C, Sífilis e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). 

Algumas estratégias de prevenção não oferecem total proteção contra a infecção pelo HIV, mas ter alguma proteção é sempre melhor do que não ter proteção nenhuma. 

Informação é fundamental para que as pessoas possam escolher o método preventivo mais adequado a sua realidade e às suas necessidades em diferentes momentos de sua vida. 

 

Fazer o teste de HIV pode ser uma forma de prevenção

- Com o teste, se você for HIV negativo, pode discutir formas de se prevenir da infecção pelo HIV. 

- Se for HIV positivo pode se prevenir para não receber novas cargas do HIV pois isso seria  prejudicial à sua saúde. 

- O uso de preservativo entre parceiros soropositivos evita que ocorram infecções mistas e também que um deles contraia um vírus mais resistente aos medicamentos hoje utilizados.

- Para usar o teste como estratégia de cuidado é preciso que ele seja repetido periodicamente pelo menos uma vez ao ano.     

- O teste não evita a infecção pelo HIV, mas feito com certa freqüência possibilita você saber se tem o vírus ou não, o que é importante para escolher que estratégias você vai usar para se proteger e proteger seus(suas) parceiros(as) do HIV.                                  

Você pode realizar testes gratuitamente para detecção do HIV, sífilis e hepatites B e C, em serviços da rede pública de saúde. Em alguns serviços é possível fazer o teste rápido e saber o resultado no mesmo dia.

 

Dependendo do tipo de relação sexual, o risco para adquirir HIV pode ser maior ou menor

- As relações sexuais onde a pessoa HIV negativo está sendo penetrada por parceiro HIV positivo, são as de maior risco, sendo o risco das relações anais maior do que das relações vaginais. Usar preservativos prioritariamente nestas duas práticas é muito importante para se prevenir do HIV.

- As relações onde a pessoa que esta sendo penetrada é HIV positivo trazem riscos de infecção para o indivíduo que está penetrando, embora este risco seja menor do que se ele estivesse sendo penetrado.

- De todas as práticas, o sexo oral é a que oferece menor risco. A felação que é o ato de chupar o pênis do homem, traz risco de transmissão do HIV somente para a pessoa que está chupando se o parceiro for HIV positivo e gozar em sua boca, mesmo assim esse risco é pequeno. 

- Beijar, lamber a vagina de uma mulher constitui um risco de transmissão do HIV somente se praticado durante a menstruação. 

- O anilingus, que é a pratica de lamber o ânus, só tem risco para o HIV se houver presença de sangue, mas pode ter risco para outras doenças sexualmente transmissíveis e para adquirir verminoses. 

 

Secreções do corpo que são importantes para transmissão do HIV 

- O perigo de infecção pelo HIV acontece quando o esperma ou a secreção vaginal ou o sangue, entram em contato com os órgãos sexuais, ânus e boca. 

- Você deve evitar receber ejaculação em relações com práticas penetrativas anais e vaginais. 

- Na relação sem camisinha, pedir para o parceiro gozar fora, se for importante gozar dentro, optar por gozar na boca. 

- Acessórios eróticos como pênis de borracha e vibradores se melecados com secreção sexual contaminada podem, eventualmente, transmitir o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) . 

- Evitar sexo sem camisinha e com penetração com parceiros que você não sabe se são HIV positivo ou não é uma das formas de se prevenir da infecção. 

- Você pode usar gel lubrificante na parte de fora do preservativo, após colocá-lo, para aumentar a lubrificação e diminuir o atrito evitando assim pequenos ferimentos anais ou vaginais. Mesmo sem o preservativo o gel diminui a chance de ferimentos anais e vaginais.  

 

Repensando quando usar o preservativo e os acordos entre parceiros

- Embora o uso do preservativo seja a mais antiga e eficiente estratégia de prevenção da infecção pelo HIV, atualmente se trabalha com a possibilidade de flexibilização do seu uso, pois é fato que muitas pessoas têm dificuldade de utilizá-lo em todas as relações sexuais, o tempo todo. 

- O uso do preservativo é mais frequente e mais fácil entre parceiros sexuais eventuais do que entre parceiros estáveis. Para as relações sexuais/afetivas estáveis é importante conversar francamente sobre prevenção das DST/HIV com o(a) parceiro(a)  sexual e estabelecer acordos sobre formas de proteção dentro e fora da relação. 

- Para fazer estes acordos ambos os parceiros tem que realizar o teste de HIV anualmente, seguindo a idéia de utilização do teste como prevenção e conforme os resultados dos mesmos podem negociar em que momentos usarão ou não o preservativo. 

- Tomando como exemplo um casal onde ambos sejam HIV negativo, podem combinar de usar o preservativo apenas nas práticas de maior risco do casal e/ou nas relações extraconjugais. Há pessoas HIV positivo que procuram se relacionar com parceiros também HIV positivo.

- Com essas informações você pode pensar em quais relações vai usar ou não o preservativo, considerando que algumas transas têm mais risco do que outras. 

- Se você priorizar o uso dos preservativos nas práticas de maior risco, estará diminuindo a chance de pegar HIV.